Publicado por: Chris em: abril 16, 2010
É fato que nunca tivemos acesso a tantas informações, tantos aparelhos de comunicação e interação e tanta tecnologia moderna ao nosso alcance.
Eu vejo hoje meu filho de 3 anos já tratando celular, computador, iPod e outros aparelhos e jogos eletrônicos como produtos básicos do seu dia-a-dia. E tenho certeza que em pouquíssimo tempo ele dominará esses produtos muito melhor do que eu e o pai dele.
O que me preocupa não é onde vamos chegar e sim como vamos lidar com a velha e nova era ao mesmo tempo. Sendo mais específica, como vamos equilibrar as tarefas tradicionais do dia com as novas tecnologias, principalmente de comunicação.
Hoje, em qualquer lugar que eu esteja, eu estou conectada em alguma coisa. Seja por e-mail, msn, celular, SMS… É praticamente impossível uma pessoa não me achar, não saber onde estou ou não conseguir falar comigo.
Claro que isso não chega a ser uma coisa ruim. Para a minha família, por exemplo, é ótimo poder falar sempre comigo e saber que estou segura em algum lugar. O problema é quando todos querem falar ao mesmo tempo.
No trabalho, ao mesmo tempo que estou concentrada num texto, relatório, plano estratégico ou até durante uma reunião, o e-mail, celular, torpedo, telefone fixo e os 2 programas de mensagem instantânea que usamos não param.
Não, eu não tô reclamando da modernidade, nem tô dizendo que estou enlouquecendo com isso. Mas eu acho que estamos precisando relaxar em alguns momentos e nos concentrarmos no que estamos vivendo agora.
Vejo amigos usarem o blackberry no cinema, em jantares, aniversários… Acho que somos nós que temos que impor limites no nosso nível de “conexão” com o mundo. Quando estou com meu filho gosto de viver aquele momento com ele, quando estou no cinema ou jantando, quero apreciar aqueles momentos com calma. Sem ter a neurose de ver se chegou um e-mail novo ou se alguém me ligou.
Acho que isso independe do trabalho que você tenha. Isso tem muito mais a ver com o estilo de vida que você quer levar. Eu não me importo que no trabalho aconteçam mil coisas ao mesmo tempo. Acho até que eu não aguentaria ter um trabalho rotineiro, tedioso.
Mas na vida pessoal, por que não podemos ficar um pouco menos conectados a tudo e a todos? Por que não voltar um passo atrás e correr menos contra o tempo, fazer uma coisa de cada vez?
Acho que isso é possível e estou disposta a tentar. Pelo menos enquanto meus filhos querem minha dedicação completa e ainda não estão 100% conectados com o mundo. Como essa nova geração está nascendo nessa era digital, altamente conectada, cabe às gerações anteriores se adaptarem e escolherem como querem viver essa transição de ‘eras’. Eles já não terão mais escolha. E também não sentirão saudade de colocar uma carta no correio ou escrever em um papel de cartas porque nem saberão o que é isso. Estar jantando com os pais e atualizando o Twitter será completamente normal e nada enlouquecedor para eles. Mas a gente ainda tem a opção de escolher onde e quando queremos fazer uma coisa de cada vez, sem precisar ser sempre tudo ao mesmo tempo.
Publicado por: Chris em: dezembro 23, 2009
Vovô, o Papai Noel me deu uma ‘telisão’. A boca do Mc Queen é um ‘vevedê’!!
Publicado por: Chris em: dezembro 7, 2009
… Hoje não tem mais. O berço deu lugar a uma cama. Uma pequena, mas cheia de independência, cama.
Ontem vi aquele pequeno grande homem dormindo como um anjo pela primeira vez em sua caminha nova. Para ele aquilo é uma grande conquista, afinal agora ele pode entrar e sair sozinho. Não precisa de colo, não precisa da ajuda de ninguém. Ele deita, levanta e sai andando a hora que quiser. E ele tá amando isso.
O berço ele mesmo definiu o destino: vai pro bebê.
“Agora eu e o papai somos os homens da casa. Somos livres e fortes e cuidamos da mamãe”. Tenho certeza que ele pensa isso. Ainda mais agora que não estou podendo pegar peso e estou ainda mais dependente da força do pai. Vejo no olho dele o pensamento de que em breve ele será tão forte e poderá me ajudar também. Ele já corre pra empurrar o carro com o pai; na montagem da cama, correu pra pegar suas ferramentas de brinquedo, e carregou de um quarto pro outro as peças da cama junto com o pai. Tenho certeza que ele já se acha mais forte que eu.
E eu tô amando ter 2 homens me paparicando e me protegendo.
Mal sabia eu que uma pequena cama tinha tanto simbolismo e significado por trás. Meu bebê já era, agora se transformou no mais novo homem da casa.
Publicado por: Chris em: dezembro 1, 2009
Eu queria voltar a ter sonhos de criança… Não é um desejo de voltar à infância, mas de dormir e sonhar como elas.
Outro dia meu filho estava dormindo e, com os olhinhos fechados, falou: “eu quero Nemo”.
Fiquei imaginando o que ele estava sonhando…. Um mar azul, com o Nemo nadando…. O ainda pequeno mundinho dele é tudo que cabe em seu sonho. A cada dia ele descobre mais pedaços desse mundo e sua imaginação vai ganhando asas. Por enquanto, seus sonos ainda são embalados por Nemos, golfinhos, macacos, Barneys, Backyardigans….
Queria eu poder comandar sempre os sonhos dos meus filhos para que pensamentos ruins, desastres e pesadelos nunca atormentem suas noites.
Queria eu poder ainda viver, pelo menos durante a noite, no pequeno mundo das crianças e me esquecer totalmente que a vida não é feita só de peixes nadando num lindo mar azul.
Publicado por: Chris em: outubro 5, 2009
Em pouco mais de um ano, 24 funcionários da empresa France Telecom cometeram suicídio. E outros 13 tentaram se matar e não conseguiram. Impressionantemente, a cada mês, cerca de 2 funcionários se matam e deixam cartas culpando a empresa que os teria transferido de cidade, ou mudado suas funções, sem os ter consultado antes. Além de impor um rígido sistema de metas individuais, que estimula a competição a qualquer preço entre funcionários até da mesma equipe.
Na semana passada, um funcionário de 51 anos, pai de dois filhos, se jogou de um viaduto, no Oeste da França. Uma mulher de 32 anos pulou do quarto andar do prédio da empresa, em Paris, logo após uma reunião. Não deixou nenhum bilhete e os colegas que estavam na reunião também não comentaram o assunto que estava sendo discutido antes da tragédia.
No site da empresa há um comunicado dizendo que o presidente da companhia tem conversado com o Ministro do Trabalho sobre a situação e que já anunciou algumas mudanças, como colocar psicólogos à disposição dos funcionários e suspender todas as transferências, tanto geográficas como departamentais, pelo menos até o final deste mês para que o programa todo seja reavaliado.
Profissionalmente eu me pergunto o que o depto de Comunicação tem dito a seus funcionários, à imprensa, ao mercado e aos clientes sobre o caso. Como explicar a seus stakeholders que a empresa tem um grave problema interno de gestão que leva seus funcionários a um nível de estresse tão alto que eles só enxergam na morte a solução para os problemas?
Pessoalmente, eu me questiono o que leva um pai ou uma mãe a abandonar filhos, maridos, mulheres, pais e toda a família em função de uma empresa que não o respeita e não o valoriza? Como as pessoas deixam suas vidas chegarem a este ponto?
Publicado por: Chris em: setembro 30, 2009
Essa frase parece apenas um clichê mas eu sempre acreditei nisso e cada vez acredito mais.
Ontem eu estava pensando seriamente em acabar com o blog pq eu achava que era mais um espaço meu de desabafo que não interessava muito às outras pessoas e que talvez um diário privado fosse melhor do que um público.
Hoje logo cedo, uma amiga que eu não falava há algum tempo me enviou um MSN só para dizer o quanto ela gosta e se emociona com as histórias. E, parecendo que ela tinha lido meu pensamento de ontem, pediu: continue escrevendo.
Aliás, já é a segunda pessoa que me fala em tão pouco tempo “continue escrevendo”. A primeira foi uma jornalista do O Globo.
Enfim, como nada acontece por acaso, o pedido funcionou como um incentivo. E o hobby continua firme e forte. ;o)
Publicado por: Chris em: setembro 30, 2009
Nada como uma boa noite de sono para o mau humor passar e a esperança voltar!
Publicado por: Chris em: setembro 28, 2009
Três mâes se reuniram e escreveram um livro sobre como manter um bom casamento depois que os filhos nascem. Algumas dicas delas:
Conversem
Perguntem “como você está, meu amor?” ou tentem quebrar o silêncio de alguma forma.
Ouçam
Desliguem todos os aparelhos eletrônicos (isso inclui televisão, iPod, computador, Blackberry e celular) durante uma noite inteira.
Mudem de ambiente
Saiam de casa se ela já se tornou um campo de batalha. Marquem um encontro depois do trabalho. Experimentem jantar num restaurante diferente ou dar uma caminhada na praia.
Troquem de papéis
Se vocês sempre fazem as mesmas tarefas e estão cansados delas, troquem de lugar durante uma semana. Ele faz o jantar e ela corta a grama, ou vice-versa.
O que posso fazer por você?
Uma atitude proativa deste tipo é uma das melhores coisas que podemos fazer pelo nosso casamento.
Não é hora de discutir a relação
Temos uma amiga que, quando seu primeiro filho tinha cinco semanas, disse ao marido que eles precisavam fazer terapia de casal. Eles precisavam mesmo era de uma boa noite de sono.
Bom humor é a primeira coisa que perdemos quando chegamos ao limite.
Temos duas opções quando o bebê vomita na nossa camiseta limpa: rir ou chorar. Como já estamos fartos de tanto choro, por que não tenta rir?
Peça ajuda
É fundamental ter ajuda nessa fase, seja ela remunerada ou não. Sem dúvida, vocês conseguem dar conta de tudo sozinhos, mas por que arriscar ficarem loucos ou se divorciarem se há outras opções?
Resista
Precisamos lutar contra a vontade de fazer tudo sozinhas.
Ajudem-se
Acordar diversas vezes durante a noite para amamentar é enlouquecedor. Levar o bebê até a mãe, colocá-lo para arrotar e depois levá-lo de volta ao berço são tarefas simples que o pai pode fazer, e é um grande alívio às suas esposas.
Fim de semana de treinamento
O que deve fazer uma mulher que está no limite? Simplesmente dê o fora! Viaje e deixe seu marido sozinho com o bebê durante 48 horas. Nada de babá. Nada de avós. A ideia é deixar que ele descubra sozinho como as coisas funcionam. Ele “não entende” porque nunca fez! O homem entenderá melhor as frustrações e os desafios que sua mulher enfrenta. A maioria de nós aprende a ser mãe por tentativa e erro. Aprendemos fazendo.
Os dois devem descansar
Muitas pessoas com quem conversamos disseram que, de vez em quando, gostariam de ter um tempo para simplesmente ficar em casa, sem fazer nada. Parece que se você está lá, tem que estar trabalhando. Está errado! Todos merecem um tempinho livre dentro de casa, uma folga. Durante esse tempo, um não pode dizer ao outro o que fazer. Ela quer ler uma revista. Ele, ler o jornal ou assistir à TV. Os dois podem tirar um cochilo.
Sejam carinhosos
Tanto homens quanto mulheres nos disseram que sentem falta dos pequenos gestos de intimidade, como abraços e beijos, que desapareceram junto com o sexo.
Uma noite só para vocês
Quantas vezes já ouviram esse conselho? E quantas vezes o seguiram? Se não der para arcar com uma babá, combine com um casal de amigos para que, de vez em quando, uns cuidem dos filhos dos outros. Os “encontros” podem até acontecer na sua própria casa. Duas velas, uma toalha de mesa, uma garrafa de vinho, todos os aparelhos eletrônicos desligados e nenhuma criança acordada: isso já é um encontro romântico (a comida pode ser encomendada).
Uma escapada, sempre que possível
Quanto maior a distância (física e mental) entre vocês e seus filhos, melhor é o sexo. Viajar nem sempre é fácil, mas vale a pena. Viajem juntos no fim de semana, só vocês dois, umas duas vezes por ano.
Marquem na agenda
É preciso admitir: a época do sexo espontâneo, do tipo “agora mesmo, na mesa da cozinha”, acabou. Se vocês querem uma relação sexual de qualidade é preciso planejar.
Aprenda a deixar coisas de lado
As “mães preguiçosas” fazem mais sexo. Elas têm energia para isso. Quando o assunto é casa, faça o mínimo possível. Você pode ter uma casa apresentável com muito menos esforço. Entre fazer um belo jantar e fazer sexo, talvez possamos optar pelo sexo de vez em quando.
Publicado por: Chris em: setembro 22, 2009
O Fantástico fez uma reportagem sobre uma pesquisa que mostrou que crianças pequenas que levam um tapinha dos pais têm mais tendência a ter depressão e problema de aprendizado.
Um especialista foi entrevistado e disse que os pais não imaginam o mal que uma palmadinha faz aos filhos. Segundo ele, os momentos de pirraça, teimosia e desobediência devem ser resolvidos apenas com conversas. E sem gritar, claro, porque isso também mexe com a cabeça dos pequenos.
Fico imaginando se esses especialistas têm filhos e sabem como é difícil sentar com uma criança e conversar calmamente, principalmente no auge da pirraça.
Não tô dizendo que eu seja a favor da palmada. Eu também acho que não é a melhor solução pois o filho pode aprender que bater é certo e replicar essa atitude fora de casa.
A questão é que não é fácil aplicar na prática o que os especialistas dizem que é a atitude ideal. É preciso ter paciência para repetir mil vezez a mesma coisa, ter mil vezes a mesma conversa para a criança começar a obedecer. Eu ainda tô na vez número 752.
Publicado por: Chris em: setembro 17, 2009
Recebi esse vídeo muito engraçado e interessante: http://vimeo.com/5239013
Fizeram uma experiência com um grupo de crianças. Elas entravam em uma sala e tinham uma escolha: comer um marshmallow imediatamente, ou esperar um pouquinho e ganhar mais um. As crianças ficam desesperadas com a situação.
O vídeo além de ser fofíssimo, traz algumas mensagens:
1) A criança não tem noção de tempo. Pelo menos uma de 2 anos não tem. Ela não entende bem o que é daqui a pouco nem o que é amanhã. Então deixar uma criança esperando é agoniante porque para elas aqueles minutos são uma eternidade.
2) Elas também ainda não distinguem muito bem que uma situação em que elas têm que escolher entre uma coisa e outra impede que elas tenham as 2 coisas. Vejo que meu filho não entende bem a condição: se vc fizer isso, vc não terá aquilo. Ele simplesmente faz, sem se preocupar com as consequências.
3) Quando você coloca uma coisa muito boa perto de uma criança de 2 anos, ela se fecha para o resto do mundo. A vida dela se resume a fazer aquilo naquele momento e ela nem vai ouvir o que vc tá falando pq sua mente só irá assimilar o que seus olhos estão vendo. Por isso, acho que a reação imediata do meu filho seria comer o doce sem nem ouvir as opções. Ou se ouvisse, não ia dar importância a elas.
Essa história pode ser aplicada a várias outras situações do dia-a-dia da criança. Mas quando se trata de uma criança muito pequena, eu tenho percebido que nem sempre dá certo tentar negociar com ela. Eu já caí na armadilha de negociar e depois me frustrar pq meu filho não cumpriu com a parte dele na promessa. Não é por mal ou por malandragem, é simplesmente porque ele ainda não tem muita noção de tempo, de condições etc. Por exemplo: se estamos no shopping, numa festa, parque ou qualquer outro lugar com o filho e está na hora de ir embora. Primeiro: ele não entende que existe uma hora de ir embora. Para ele, estar brincando lá é o que ele mais quer e ele não entende que existe tempo certo para parar de brincar. Para tentar ir embora, às vezes oferecemos uma outra coisa que ele adora: “Se eu te der uma bala, você vai embora depois?”. O instinto da criança é responder sim pq ela não assimila que se trata de uma troca, ela só entende que estamos oferecendo uma bala e que ela quer. Enfim, nesses casos eu tenho tentado não me desesperar pois já percebi que:
1) Quando a criança está fazendo pirraça, não adianta oferecer outras opções pq ela não vai ouvir.
2) Em muitas situações não adianta negociar com criança muito pequena. Então o jeito é pegar a força por mais que pareça cruel e que doa muito para os pais terem que obrigar os filhos a fazerem algo. Quando eu tentei negociar só prolonguei mais a pirraça. Principalmente se for em lugar público. O que poderia ser rápido pode se tornar um verdadeiro show.
3) Não vamos pensar que nossos filhos tentaram nos passar a perna quando concordou com as condições que oferecemos e depois não cumpriu a parte dele na promessa. Ele simplesmente não entendeu que se tratava de uma escolha, de uma troca.
4) O melhor a fazer é ter calma e pensar que isso vai passar. À media que a criança vai crescendo, ela vai se acostumando que existe uma rotina a ser seguida tanto nas obrigações (estudar, comer, dormir..) quanto nos momentos de lazer e brincadeira. E ela vai entender que para todas as atividades sempre há um começo e um fim. Mas pelas minhas experiências recentes, posso dizer que uma criança de 2 anos ainda não entende.