Publicado por: Chris em: setembro 4, 2009
Fui a uma padaria com meu filho no final de semana e quando estávamos no caixa ele olhou para mim, do nada, e falou:
“Mamãe…”
Eu respondi:
“Oi filho?!”
Ele completou:
“Eu te amo!”
Eu e os 2 atendentes do caixa fizemos um coro de “ooooohhhhhhh”.
Tem coisa no mundo melhor do que isso?
Publicado por: Chris em: agosto 31, 2009
As vezes nós, pais, não nos damos conta da importância que algo (um objeto, uma pessoa, um lugar, um evento etc.) tem para nossos filhos. Sem pensar bem ou sem avaliar como conseguir aquilo, prometemos a eles que vamos fazer mas quando nos damos conta da dificuldade em conseguir aquela coisa, simplesmente desistimos, muitas vezes sem dar satisfação ou sem nem explicar a eles o motivo.
Eu aprendo muito, a cada dia, com meu pequeno filho de quase 3 anos. E aprendi mais essa lição: por mais que seja um enorme sacrifício para você fazer alguma coisa que ele pediu, se em algum momento você prometeu que faria, cumpra a sua palavra.
Se o pedido for para comprar alguma coisa, avalie antes se é viável ou se é muito caro; se for para ir a algum lugar, estude antes se o lugar é conhecido, se é seguro, e se é possível ir ou não… Enfim, pense e pese os prós e contras antes de dar sua resposta. Mas, a partir do momento que você aceita e promete fazer, faça. Porque senão a decepção certamente será muito maior do que se, da primeira vez que ele pediu, você tivesse dito que não poderia e tivesse explicado o porquê.
Publicado por: Chris em: agosto 26, 2009
Conversando com uma amiga esses dias, ela estava me contando o quanto tem sido difícil para ela equilibrar a vida de mãe e trabalhadora. Ela confessou que ainda não aprendeu a fazer isso. Minha resposta a ela foi: o problema não é balancear a vida em casa e no trabalho. A grande questão é que nós, mulheres, temos sempre que ser boas mães; profissionais exemplares; donas de casa prendadas; ótimas chefes das empregadas e gerentes dos cardápios do almoço e jantar; ser excelentes e sempre bem dispostas esposas; e ainda temos que ser lindas e manter o corpo em ordem mesmo com a idade se tornando um dificultador para isso. Sem contar que não podemos nem pensar em ter TPM e ficar doentes, afinal de contas a gente tem que cuidar da casa, dos filhos, dos maridos…
Enfim, é uma árdua jornada que vai além do conflito trabalho x casa. Até porque hoje, com as facilidades de comunicação e tecnologias móveis acessíveis de quase qualquer lugar, conseguimos cumprir os papéis de mãe e profissional muitas vezes ao mesmo tempo. O que eu vejo como o maior desafio é segurar todos os pratos juntos, de forma magnífica e bela, sem deixar nenhum cair.
Mas o pior é que a gente, estranhamente, gosta dessa exaustiva missão de cuidar de tudo isso ao mesmo tempo. Minha rotina, tanto nos dias úteis quantos nos finais de semana, é extremamente cansativa. Mas ao invés de me entregar ao cansaço ou me desesperar, eu rio e choro de alegria a cada beijo do meu filho, sorriso do meu marido, elogio dos meus chefes… Enfim, a recompensa dessa louca rotina acaba sendo ela mesmo. Basta ver que está tudo funcionando bem e que tá todo mundo feliz e saudável, que já ficamos satisfeitas, reenergizadas e prontas para começar tudo de novo.
É como os homens dizem: vai entender as mulheres…
Publicado por: Chris em: agosto 17, 2009
Este final de semana presenciei um exemplo lindo de solidariedade e generosidade. Vi uma pessoa se dedicar com tanto carinho e esforço para ajudar outra pessoa que conhece apenas há pouco tempo. Vi ela fazendo isso com gosto, apenas pelo simples prazer de ajudar alguém. Sem pedir nada em troca, sem receber nada por isso, além de um abraço apertado e de um muito obrigada com lágrimas nos olhos da pessoa que recebeu a ajuda. Isso foi a maior recompensa pra ela, foi o maior pagamento que ela poderia receber e foi a certeza de que a missão foi cumprida.
Esse exemplo me fez parar para pensar em quantas vezes realmente ajudamos as pessoas sem querer nada em troca. Não estou falando das pequenas ajudas e “quebrações de galho” que fazemos diariamente por alguém. Estou falando de investir tempo, trabalho, dedicação, para dar algo especial para alguém que nem seja tão próximo da gente.
São gestos como este que mostram o caráter das pessoas. Essas são as pessoas verdadeiramente boas, amigas e companheiras.
Que essas pessoas consigam multiplicar seus exemplos pelo mundo. E que outros aprendam com elas a arte de fazer o bem só por fazer. Sem querer ganhar nada, sem reclamar e se contentando apenas com um simples, mas imenso, “muito obrigado”.
Publicado por: Chris em: agosto 15, 2009
Finalmente, depois de 2 vezes adiadas, as aulas voltarão na segunda-feira. Tenho lido e ouvido muito sobre a gripe suína e o que vejo são opiniões diversas tanto de médicos, quanto de pessoas que não são especialistas mas são pais, mães e cidadãos preocupados.
Eu apóio a precaução mas não entendo os limites serem impostos somente às escolas. Vi nesses dias shoppings cheios, praças de alimentação lotadas e pessoas que continuavam frequentando cinemas, teatros, casas de festas, boates, e diversos outros locais públicos que concentram uma quantidade grande de pessoas.
O que eu acho é que muito mais importante do que o Ministério da Saúde recomendar não viajarmos para locais de risco, evitarmos lugares de aglomeração e adiarmos o início das aulas, é a atitude consciente das pessoas nessas semanas críticas. Se crianças com sintoma de gripe continuarem frequentando escola, cinema, teatro ou outros locais públicos, é porque os pais não tomaram a atitude adequada e responsável de mante-los em casa. A culpa e a responsabilidade nesse caso não são do governo ou da escola; a consciência deve partir de dentro de casa.
Enfim, as aulas recomeçam na segunda num esquema quase normal. Os bebedouros agora ganharam copos descartáveis e a escola toda ganhou álcool em gel. Os hábitos das crianças estão diferentes, mas parece que todos já estão se acostumando à essa “anormalidade”. Confesso que para mim é um alívio as aulas recomeçarem. O plano de contingência já estava chegando no limite. Mas para a vida voltar (quase) ao normal, os pais precisam ser conscientes e responsáveis cuidando de seus filhos e deixando-os em casa caso apresentem sintomas de gripe.
Publicado por: Chris em: julho 29, 2009
Ontem estava vendo televisão com meu filho e percebi uma coisa. Todos os dias ele chega da escola, brinca um pouco e, quando já está cansado de brincar, senta (ou deita) em frente à TV até dormir.
Até aí nada demais. Pelo contrário, é até bom a criança já começar a ter uma rotina no dia-a-dia. A questão é que essa rotina está indo além das atividades diárias dele e está fazendo parte também da programação da televisão. Todos os dias ele sabe que vai sentar no sofá e vai assistir Peixonautas, depois Mister Maker, depois Mecanimais, depois Bindi… Esta é a ordem dos desenhos que ele assiste toda noite no Discovery Kids. E como cada desenho acaba seguindo uma mesma linha de edição, história, cores, músicas etc, fico pensando se isso não funciona como uma espécie de lavagem cerebral na cabecinha dele.
Não sei se é muita paranóia da minha cabeça pensar essas coisas. O que eu sei é que quando eu sento com ele e assisto à mesma grade diária de desenhos, sempre na mesma ordem e no mesmo estilo, eu me sinto um pouco hipnotizada e me vejo várias vezes com o olhar fixo naqueles movimentos, sons e cores. Será que esse efeito hipnótico gera uma espécie de vício que prende a atenção da criança todos os dias, nos mesmos horários, assistindo os mesmos desenhos? Que medo!
Publicado por: Chris em: julho 27, 2009
Este final de semana assisti à peça “A Alma Boa de Setsuan”. É uma história linda que mostra um estranho dilema que passamos muitas vezes em nossa vida: como fazer o bem para as pessoas e para nós mesmos sem nos dividirmos em dois?
Muitas vezes as pessoas bem-intencionadas acabam criando conflitos e gerando problemas apenas por tentarem sempre agradar os outros e fazer o bem. Por serem muito “boas”, caem em pequenas armadilhas que a própria vida constrói e descobrem que é praticamente impossível agradar a todos ao mesmo tempo.
A peça não dá uma solução a esse impasse. Apenas mostra que criar personagens e fingir ser uma pessoa que você não é às vezes são truques usados para driblar o caos que é criado quando tentamos ser bons para todo mundo.
As pessoas chamadas de boazinhas, aquelas que não sabem dizer não, que fogem de conflitos, e ficam agoniadas tentando sempre resolver os problemas de todos, muitas vezes se perdem, erram e sofrem… Sofrem levando os problemas do mundo para dentro da sua casa…
Mas eu continuo achando que o melhor caminho é sermos sempre nós mesmos, ao invés de interpretar papéis. Por mais que doa, é assim que sabemos viver e conviver com as pessoas. Falo por experiência própria.
Publicado por: Chris em: julho 24, 2009
“Papai, hoje tá sunny day!”
“Você fala Inglês, Papai?”
Publicado por: Chris em: julho 20, 2009
Alguns homens são super-sinceros. Criticam roupa, cabelo, maquiagem… E sempre avisam à mulher quando ela ganhou uns quilinhos a mais. Na minha vida tem muitos homens sinceros, mas eles também são super-sensíveis e carinhosos e elogiam bem mais do que criticam. Só que muitos homens não são assim e costumam dar opinião apenas quando veem alguma coisa errada no visual da mulher e nem se preocupam em comentar quando ela tá bonita. Esses homens têm que saber que muitas vezes a verdade dói, e dói mesmo. Principalmente se a mulher estiver de TPM, aí é terminantemente proibido criticar algo nela.
Homens: saibam que as mulheres sempre sabem quando estão acima do peso; vocês não precisam avisar. Em compensação as mulheres nunca têm certeza se estão realmente bonitas. Por isso, vale a pena, por via das dúvidas, vocês falarem isso para elas de vez em quando.